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Mina Jeje Ouro Preto

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Mina Jeje Ouro Preto MG - Brasil
Mina Jeje Ouro Preto MG - Brasil

Mina Jeje Ouro Preto

Mina Jeje Ouro Preto

Mina Jeje Ouro Preto – A Mina Jeje Ouro Preto entrou em operação em 1713 e fica em plena cidade, numa das muitas ruazinhas desniveladas de Ouro Preto. A entrada é basicamente um buraco num barranco ladeado por alguns barracões de madeira que servem para abrigar a bilheteria, o depósito de capacetes (uso obrigatório durante o percurso) e uma singela lojinha de souvenirs.




Jeje era o nome dado de forma perjurativa pelos yorubás para as pessoas que habitavam o leste.  A palavra JEJE vem do yorubá adjeje que significa estrangeiro, forasteiro.

Por questões de segurança a visitação a Mina Jeje Ouro Preto está restrita a um trecho de 150 m de extensão apenas, basicamente um corredor que vai morro adentro, mas serve bem para dar uma idéia de como funcionava a mina no século XVIII.

O caminho da Mina Jeje é sinalizado e recebeu um eficiente sistema de iluminação elétrico, cuja luz serve para destacar os inúmeros nichos escavados nas paredes e onde eram colocadas as lamparinas que alumiavam os passos dos escravos. Apesar de relativamente curto, o trajeto da Mina Jeje Ouro Preto atinge uma profundidade total de 160 m, aproximadamente, devido ao relevo irregular da região.

O passeio

O passeio é totalmente seguro e dura em torno de meia hora. O ambiente abafado e sombrio pode não ser adequado para pessoas que tem problemas com lugares fechados. Para entrar, é preciso colocar um capacete, pois o corredor que dá acesso ao centro da mina se estreita em algumas partes e é preciso andar inclinado.

Os primeiros escravos negros chegaram a Mina Jeje Ouro Preto, logo após a operação em 1713. Para o trabalho na mineração havia a preferência por um tipo específico de escravo, pelo qual se pagava caro: o negro-mina. Baixo e forte, o negro-mina vinha da região do Congo.

O negro-mina era forte para a brutalidade do trabalho e baixo para melhor se mover nos ambientes apertados dos talhos e das galerias das minas, o negro-mina recebia tal denominação por conhecer técnicas rudimentares de mineração, as quais aprendia em sua própria cultura.

Os mineradores engenhosamente construíram tetos em arco, para possibilitar a distribuição de peso evitando desabamentos.

Eram comuns as mortes por soterramento, afogamento, asfixia e doenças como silicose, dermatites agudas, pneumonia e tuberculose.

 Os escravos alimentavam-se basicamente de angu e feijão. Aguardente e tabaco também eram fornecidos a eles, até mesmo para compensar a alimentação deficiente e garantir sua possibilidade de continuar trabalhando.

Escoltados por tropeiros armados, os negros eram acorrentados uns aos outros e, descalços, eram conduzidos pela Estrada Real até as principais vilas da capitania como São João Del Rei, Vila Rica (Ouro Preto) e o Distrito Diamantino do Tejuco (Diamantina).

A história de Ouro Preto é a história das minas, sua riqueza foi construída sobre o suor e o sangue da escravidão.

Os escravos levavam passarinhos para dentro das minas  e quando eles morriam era sinal que a qualidade do ar estava a um nível critico e era hora de sair da Mina Jeje Ouro Preto.

Na Mina Jeje Ouro Preto, algumas passagens são tão estreitas que só crianças conseguiam trabalhar e isso com apenas 5 ou 6 anos. O padrão de vida era tão sub-humano que a expectativa de vida era de aproximadamente 40 anos.

Diferente dos escravos, o passeio na Mina Jeje é feito com toda segurança, ao andar pela mina agradecemos com a rapidez a obrigatoriedade de usar o capacete.

Localização da Mina Jeje Ouro Preto, MG.

A Mina Jeje Ouro Preto fica próxima do centro, mas como estamos em Minas Gerais, as escadas e as ladeiras fazem parte do pacote. Depois de uma escadaria, no meio de uma ladeira se vê uma casa simples e a placa indicando a entrada da Mina Jeje.

Do lado da entrada da mina há uma loja que vende jóias, pedras preciosas e semi-preciosas, há também uma loja de artesanato local.

A Mina Jeje Ouro Preto é bem iluminada e não tem muita infiltração ou umidade. Os guias são fantásticos, e muito simpáticos, além disso eles acrescentam ao passeio muitas informações e sempre com muito bom humor.

O passeio é bem tranquilo, não espere uma aventura. Para os mais corajosos, existe passeios pelos antigos túneis, alguns tomados pela água. Inclusive, a mina Jeje foi redescoberta nos tempos atuais por meninos da região que usavam os túneis escuros para brincar e nadar.

Fazer a visita nas Minas tem que ser para os que não tem medo de lugares apertados e escuros…Mas vale a viagem.

Visitei a Mina Jeje, Ouro Preto que funciona desde o século XVIII. Vale à pena. Só não recomendamos para pessoas que sofram de claustrofobia. Para entrar lá é obrigatório o uso de capacete. A visita é guiada e paga-se um ingresso. E só entra um grupo de cada vez, porque o corredor é estreito.

O tour é finalizado numa área ampla, resultado de um desabamento ocorrido no período em que a mina jeje ainda era produtiva.

Mina Jeje Ouro Preto

A visita à Mina Jeje Ouro Preto custa 15 reais e dura cerca de 30 minutos, dependendo do seu interesse, pois o guia se mostra bem disponível para responder qualquer pergunta e é bastante detalhista nas respostas.

Endereço: R. Chicó Rei, 371 – Alto da Cruz, Ouro Preto – MG, 35400-000

Telefone: (31) 3552-1558

Ingresso: R$ 15,00

Atenção: Não recomendado para quem sofre de claustrofobia




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